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quarta-feira, 31 de julho de 2013

RITO BRASILEIRO e RADIOAMADORES
 Ir.´. Naelton Caiper Py3Kn
Após sessão ocorrida na ARLS Vila Setembrina 4041, os IIr.´. radioamadores do Rio Grande do Sul, praticantes do Rito Brasileiro e das demais potencias  se unem aos esforços do Soberano Ir.´. Alvaro Palmeira

O MAÇOM ÁLVARO PALMEIRA FOI O CRIADOR DO GRÊMIO DE RADIOAMADORES DO GOB ENTRE OUTROS TRIBUTOS INSTITUCIONAIS PARA DA ORDEM MAÇÔNICA NACIONAL
Álvaro Palmeira nasceu no dia 18 de julho de 1889, e falecido em 1992, foi médico, professor e diretor de Faculdade de Medicina. Foi iniciado maçom através da Loja "Fraternidade Espanhola", do Rio de Janeiro, a 9 de dezembro de 1920, e teve, portanto, quase 72 (setenta e dois) anos de atividade maçônica, durante os quais exerceu grande influência sobre a Maçonaria brasileira, colecionando, graças à sua atividade, amigos incondicionais e adversários irreconciliáveis, o que é próprio dos homens com luz própria, que incomodam os medíocres. Palmeira exerceu, praticamente, todos os altos cargos do Grande Oriente do Brasil: conselheiro, deputado à Soberana Assembléia Federal Legislativa, Grão-Mestre Adjunto e Grão-Mestre.  Álvaro Palmeira na sua gestão ativa na maçonaria criou: A Editora Maçônica do GOB, através do Ato n.º 2761, de 12 de Julho de 1965. Inaugurou, o Escotismo no GOB, em 22 de Novembro de 1966, pelo Ato n.º 2809. 

E por último o Grêmio de Radioamadores do GOB, pelo Ato n.º 2841, em 12 de Outubro de 1967 que foi influente com suas estações espalhadas em quase todas as sedes dos Grandes Orientes Estaduais de nossa federação. Hoje em pleno século XXI ainda predomina em atividades o Grêmio de Radioamadores do Grande Oriente Estadual de Goiás-GOEG, sob o prefixo de PP 2GOB. Nosso último contado com o Grêmio de Comunicação do GOGRJ- PY1GOB, foi registrado neste cartão postal que guardo como lembrança de grandes QSO realizada na faixa para o Bem da Pátria e da humanidade. Estas e outras no diário de notícia do radioamador Célio Cavalcante MI 33 PT7ACZ, membro correspondente da ACEJI e do Jornal Circular da cidade de Sobral-Ceará.
O Clube foi reinaugurado em 17 de Abril de 2008 e funciona na sede do GOB-GO
A associação fundada no dia 20 de agosto de 1992, estava inativa há oito anos. Declarado como utilidade pública maçônica em fevereiro de 1996, pelo decreto n° 02, o Grêmio de Radioamadores do GOEG volta à ativa tendo como presidente o Irmão Otair Beraldo Rodrigues, Obreiro da Loja Maçônica 7 de Setembro n° 2126.


Fonte sites: 



terça-feira, 30 de julho de 2013

ARLS VILA SETEMBRINA 4041 SESSÃO DE INSTRUÇÃO
E PRIMEIRA REUNIÃO DE MAÇONS RADIOAMADORES

Nesta terça-feira dia 30.07.2013 as 20:30 horas o Venerável Mestre Provisório Ir.´. Luis Fernando Mascarello dos Santos declarou aberto os trabalhos da  ARLS Vila Setembrina 4041, tendo ao seu lado esquerdo o Ilustre Venerável Mestre Ir.´. Eduardo Lecey (ARLS Arca da Aliança 2489).

Na ordem do dia foram nomeados para a comissão permanente de Benemerência os IIr.´. Leandro Pinto, Rafael Costa e Naelton  Caiper, que já estão trabalhando em parceria com a corrente do bem. O Ir.´. Evandro Lecey, falou a respeito do primeiro caso que o Clube Shriners RS, estará atendendo e aproveitou para convocar todos os MM para se fazerem presentes na reunião da PAEL do dia 03.08.13 as 8 horas no Palácio Duque de Caxias. 

No tempo de estudo foram ministrada a instrução a respeito do cobridor do grau, o Ir.´. Rafael Costa (2º Vig.´.) junto com o Ir.´. Leandro Pinto M.´.CCer.´.) realizaram a apresentação do cobridor. 
 Presente na Sessão o Ir.´. Sergio Bevilacqua (ARLS  Ibirapuitã  79 – Oriente de Alegrete – GLMERGS), que a convite do Ir.´. Naelton Caiper se fez presente na sessão, ambos radioamadores e  aproveitaram o momento para congregar todos os IIr.´. Radioamadores, iniciando a formação de um banco de dados de IIr.´. para contatos futuros. 


O Venerável Mestre Provisório Ir.´. Luis Fernando Mascarello convocou a loja para a próxima Sessão dia 06.08.13 e convidou os presentes para saborearam um suculento galeto que estava sendo preparado pelo nosso Ir.´. Cicero Pacheco.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

CONVITE INSTALAÇÃO 
CAPITULO ARCA DA ALIANÇA 731

Cronograma de Instalação – 17 de agosto de 2013
HORÁRIO PROGRAMAÇÃO
09h30min às 11h30min Abertura Ritualística Grau Iniciático
Iniciação dos forasteiros ao Capítulo Arca da Aliança
12h às 13h20min Recesso dos Trabalhos
Almoço e preparação para o grau DeMolay
14h30min às 16h30min Abertura Ritualística do Grau DeMolay
Elevação ao Grau DeMolay
17h
Cerimônias Públicas
 Cerimônia das Luzes
 Posse do Conselho Consultivo
 Posse dos Oficiais
 Palavra livre a bem da Ordem
19h Coquetel alusivo à instalação do Capítulo Arca da Aliança
 Traje para as cerimônias: Terno completo sem paramentos Maçônicos.
 Estarão contribuindo para instalação: Capitulo Templários, Capitulo Capela Grande, Capitulo Portal de Delphos, Capitulo Nobres 
Cavaleiros e Capitulo Leão do Ocidente.
 Local: Centro templário do GORGS, na Av. Aureliano de Figueiredo Pinto, 945 – Sala Capitular do 5º andar, na cidade de Porto Alegre
ARLS XICO TROLHA 26
10 ANOS DE ATIVIDADES
No sábado dia 27 os obreiros da ARLS Francisco de Assis Carvalho nº 26 do GOMS, Oriente de Ponta Porã - MS se reuniram para a confraternização de 10 anos de atividades.
Presente na festividade o Soberano Grão Mestre de honra e atual Grão Mestre Adjunto Ir.´. Benjamim Barbosa, se fez acompanhado do Eminente Ir.´. Rodolfo Rupp, e dos IIr.´. Valcyr, canhoto e Milton.
 No detalhe o Venerável Mestre Ir.´. Miguel Nascimento com o Ir.´. Benjamin.
Texto Ir.´. Evandro Lecey
Creditos Fotos Ir.´. Miguel Nascimento e Benjamin Barbosa
ISCRC VISCONDE DE MAUÁ 77  REALIZA
SESSÕES DE INSTRUÇÃO DOS GRAU 9, GRAU 15 E RECEPÇÃO DOS IIr.´. AVELINE E DIONISIO.

No sábado dia 27.07.13 as 9 Horas o Ilustre e Sublime Capitulo Rosa Cruz Visconde de Mauá 77 realizou inicialmente Sessão de recepção do Ir.´. Luiz Arthur Aveline de Oliveira, G 18 (ato 3996)
Após foi realizada sessão de instrução do grau 15 tendo como Aterzata provisório o Ir.´. Sergio Muller, no tempo de estudo foi apresentado o trabalho do Ir.´. Ricardo Paim com o tema "Liberdade Religiosa" e os IIr.´. André Leuckert e Ricardo, responderam sua sabatina.
As 10:30 o Ilustre Ir.´. Sergio Muller abriu os trabalhos do grau 9,  onde foi procedida a regularização do Ir.´. Dionisio Santos, Gº 17 (REAA - SC Jacarepaguá), Ato 3997. 
No tempo de estudo o Ilustre Ir.´. Julio Lopes apresentou o trabalho com o Tema "A Doutrina Budista e a origem do sofrimento".
Justifica as ausências dos IIr.´. devido as férias e compromissos.

Fotografias Ir.´. Julio Lopes

domingo, 28 de julho de 2013


Arraia Nhô GOMS foi um sucesso

Com a presença da família maçônica e convidados, o 3º Nhô GOMS, realizado ontem (27) nas dependências do Arraia do GOMS foi coroado de êxito. 

A participação efetiva dos Irmãos e colaboradores na preparação do Arraia, das queridas Cunhadas que não mediram esforços para prepararem os quitutes como bolos, doces, pipocas, entre outros, foi fundamental para o sucesso do evento.

Segundo o Grão-Mestre Amilcar Silva Junior este evento teve a finalidade de congregar a família maçônica e destinar recursos para a Creche Acácia Morena. 

As imagens feitas neste evento e disponível no modulo “Album de Fotos” comprovam o sucesso do 3º Nhô GOMS. 

Texto de Responsabilidade da:
Grande Secretaria de Relações Públicas GOMS
Site: www.goms.org.br

sábado, 27 de julho de 2013

ARLS IRAI SILVEIRA 4222, REALIZA PRIMEIRA SESSÃO ORDINÁRIA E SOPÃO COM A FAMÍLIA .
 Na sexta-feira dia 26.07.13 a Loja Irai Silveira 4222, realizou sua primeira Sessão ordinária no seu novo local de funcionamento, Rua Cuiabá, 291, Bairro Medianeira, Templo da Loja Atlântida 15 (GLMERGS), tendo como Venerável Mestre o Ilustre Ir.´. Stives Albert Silveira  e ao seu lado esquerdo o ex Venerável Mestre imediato Ir.´. Manoel Laquito Barbisan Leães.
Autoridades e visitantes presentes nesta primeira Sessão: Poderoso Ir.´. Delcio Evilazio Pereira (Dep.´. Fed.´. e Estrela da Distinção Maçônica), MM Ir.´. José Otto, ambos da ARLS Arca da Aliança 2489, MM Ir.´. Pedro Paulo - ARLS Justiça e Perfeição 1178, MM Ir.´. Rafael Costa, Leandro Pinto e AM Ir.´. Naelton Caiper - ARLS Vila Setembrina 4041.
Durante a Sessão as cunhadas e convidados estavam no salão de ágape saboreando um chá, chimarrão e um delicioso vinho. 
Após a sessão tivemos um delicioso sopão que foi preparado pelos IIr.´. Snardi Rafael, Stives Silveira, Ackson Fraga e José Otto, com legumes colhidos na chácara do Sr. Julio (sogro do Ir.´. Snardi).
O valor arrecadado no sopão beneficente será revertido em leite que será doado para a corrente do bem qu e poderão contar com 150 litros de leite 
Fotos e Texto Ir.´. Stives Silveira

EMINENTE Ir.´. CLAUDIO SCANDOLARA VISITA A 
ARLS ARCA DA ALIANÇA 2489
Na sexta-feira dia 26.07.13 as 20 horas o Ilustre Venerável Mestre Ir.´. Eduardo Lecey declarou aberto os trabalhos da Loja, tendo ao seu lado esquerdo o Eminente Ir.´. Claudio Scandolara (Presidente da Poderosa Assembleia Estadual Legislativa do GOB-RS).
No uso da palavra conforme programado o Eminente Ir.´. Claudio Scandolara, falou a respeito do sistema Tripartite, do novo trabalho que esta sendo feito pela PAEL-RS bem como da nova sala onde funcionará a secretaria da Assembleia. 
Convocou todos os MM para que se façam presentes na PAEL, que estamos na campanha para que todas as Lojas Jurisdicionadas ao GOB-RS tenham Deputados aumentando a participação de todos em defesa do povo maçônico.
Aproveitou a oportunidade que se fazia presente na Sessão o Poderoso Ir.´. Fernando Hecker Kappel, ex Presidente da PAEL para anunciar que  o Ir.´. estará tomando posse como Membro do Conselho Consultivo da PAEL, na próxima reunião no dia 03.08 onde as 8:00 hrs será servido um café para os presentes.

O Eminente Presidente aproveitou a oportunidade para doar uma capa para o Capitulo De Molay Arca da Aliança e a Loja Sentinela do Piratini 4271 fez a doação de outra capa. Com estas totalizamos 24 capas. O Capitulo inicia as suas atividades no dia 17.08.13
Convidou os IIr.´. presentes para a Sessão Magna de Regularização da ARLS Sentinela do Piratini 4271 que acontecerá dia 13.08.13 as 20 horas em Torres.
Os IIr.´. Antônio Veríssimo, Marcio Quadros e Guntter fizeram um breve relatório das atividades da Corrente do Bem.

No tempo de instrução tivemos a circulação dos diáconos.
Após a Sessão todos os presentes puderam compartilhar um suculento agape, preparado pelo candidato Carlinhos.

Fotos IIr.´. Evandro Lecey e Ronaldo Garzão.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

TIA LOLO - VIAMÃO 
RECEBE DOAÇÕES DA CORRENTE DO BEM
 Meus respeitáveis IIr.'. da A.'.R.'.L.'.S.'.Vila Setembrina n°4041, é com muita satisfação que comunico-vos a ação beneficente realizada na manhã de hoje em visita a Instituição "Tia Lolo" localizada no município de Viamão, o qual fora indicada pelo nosso respeitável Ir.'.Naelton Caiper e que foi muito bem aceita pelos demais IIr.'..
 Essa bela ação reuniu a participação dos IIr.'. que estavam representando A.'.R.'.L.'.S.'.Arca da Aliança n°2489 e inclui-se a isso a colaboração dos queridos IIr.'. da A.'.R.'.L.'.S.'.Iraí Silveira n°4222, dessa forma ambas estão de parabéns por esse grande gesto de solidariedade através da Corrente do Bem.

Levo ao conhecimento de todos IIr.'. o que segue: 
Quantidade arrecadada de fardos de leite pela Vila Setembrina, em campanha do leite promovida pelo querido Ir.'.Francisco Cantarutti, o qual esteve de aniversário e para esse chamado reuniu as três Lojas supra descritas: Cinco fardos.
 Total de fardos entregues na Instituição: Dezesseis fardos, compreendendo um total de 192 litros, o que exemplifica a importante contribuição dos demais IIr.'. que se uniram a esse belo chamado da Corrente do Bem. 

Além disso o Ir.'.Naelton Caiper, que não pôde se fazer presente na entrega, mas esteve comigo na primeira visita para averiguar as reais necessidades da instituição, doou um modem, para que com isso os trabalhos desenvolvidos às crianças na sala de informática voltassem a se realizar, visto ter sido desativada tais aulas, em virtude do modem existente ter queimado. 
Por fim, fica exposto com imagens a alegria que nós pudemos observar "in loco", nos rostos dos pequenos e verdadeiros favorecidos.

Quero congratular os IIr.'. das respectivas Lojas, já devidamente citadas, pela inciativa de atender com seus auxílios a nossa indicação, procurando com isso diminuir as necessidades dessas crianças e, levando também carinho, afeto e demonstrando com ações que nós não os esqueceremos. 
Mais uma vez muito obrigado pela satisfação de poder participar e contar com vossos auxílios! Em especial registro os IIr.'.Eduardo Lecey, David Davi, Márcio Quadros, Gilmar Guinter, Leandro Pinto pela valorosa e efetiva participação, sem deixar por isso e não menos reconhecido o voluntarioso esforço de todos os IIr.'., pois sem vossas contribuições nada teríamos a noticiar e comemorar. Aos IIr.'. que preferirem fazer suas doações de forma mais discricionária á "Tia Lolo" esses por certo serão imensamente recompensados pelos sorrisos das crianças lá existentes e após, os convidará a assinarem o livro de visitas que encontra-se no local. 
OBS: A ideia não é a mão mostrar o que a outra fez e, sim demonstrar a sua real destinação de parte do que foi arrecadado em união de esforços. 

"Dê-me uma alavanca e um ponto de apoio, e moverei o mundo".
Arquimedes de Siracusa.

Ir.'.Rafael Costa.
T.'.F.'.A.'.


"Brasileiros como sempre, maçons como nunca".
CONVITE


Meus IIr.´.,

A ARLS Sentinela do Piratini nº 4271, tem a grata satisfação em convidar os IIr.´. para participarem da Sessão Magna de Regularização da Loja.

Data : 13.08.013
Local : Templo do Castelinho
Oriente : Torres – RS
Endereço : RS389 – KM 83
Horário : 20 hrs
Traje : Maçônico com avental


Após a sessão teremos um suculento ágape, para melhor nos organizarmos solicitamos aos IIr.´. que confirmem a sua presença para: evandrolecey@gmail.com ou elecey@gmail.com

quarta-feira, 24 de julho de 2013

POR QUE FOI REIMPLANTADO O RITO BRASILEIRO? (*)


OS SINAIS PREMUMITÓRIOS
DA RENOVAÇÃO MAÇONICA
NO BRASIL E NO MUNDO
 “Inspirada pelo ideal comum, cada Maçonaria nacional guarda na associação internacional sua soberania, seu caráter próprio e suas preferências em matéria de Ritual”.
Proclamação do Congresso Internacional Maçônico de Genebra, de 19 a 28 de outubro de 1921 (vide entrevista do Ir. Mario Behring, em “A Noite”, de 26/06/1922).
 I – O que se prescrevia para a Maçonaria em 1723, há mais de dois séculos e meio, obviamente deve ser reconsiderado para os dias de hoje.
A Ordem Maçônica era àquela época uma instituição apenas fraternista:
“... Deste modo a Maçonaria se converterá em um centro de união e é o meio de se estabelecer relações amistosas entre pessoas – que, fora dela, teriam permanecido separadas – ou não se conheceriam” (“Livro das Constituições”, de Anderson, promulgado pela Grande Loja de Londres, 1723, Old Charges, Cap. I, O que se refere a Deus e à Religião). E
“... sobretudo deve-se evitar discussões sobre religião e política, e sobre nacionalidade” (idem, Cap. VI – da Conduta do Irmão em Loja, 2º).
Em suma: há mais de 250 anos, na Loja se predicava total neutralismo em assuntos políticos, religiosos e de nacionalidade. Essa abstenção, imposta pelas condições próprias da época, conduzia diretamente ao abandono de qualquer interesse cultural ou civil. E os Rituais, desde essa época, para serem disciplinadamente autênticos, teriam de espelhar e difundir como único objetivo da Ordem apenas o solidarismo, e nada mais, traduzido no viver dos Irmãos em boa camaradagem.
Assim tem a Ordem permanecido estática em muitos Orientes, sobretudo no mundo anglo-germânico.
- Hoje, porém, a Loja Maçônica adquire características tridimensionais: além de grêmio de fraternidade, é centro de cultura e escola de civismo.
Há, por isso, que vencer a Rotina e reformular os Rituais, expungindo-se-lhes as omissões e também os erros, incongruências e velharias, acumulados através do tempo.
 II – A Renovação Maçônica foi suscitada no exterior.
Mesmo nos Estados Unidos da América, onde a Maçonaria é arraigada, como na Grã-Bretanha, ao tradicionalismo, houve vozes reclamando a atualização da Ordem. Sentem o cheiro de alfazema em renda velha, mas querem viver o presente. Todavia, não venceram ainda a barreira da rotina.
Vejamos três exemplos promissores:
Em 1921, o Ir. Percy Kelet, Grão-Mestre da Grande Loja de Manitoba, exortava, em termos veementes, o mundo maçônico a sair do imobilismo.
Dizia ele: “O objetivo maçônico não é suscetível de ser atingido somente pelo cumprimento rigoroso das cerimônias do Ritual. Nossa verdade e nossa moral devem encontrar uma aplicação prática nos trabalhos de elevação da sociedade humana. Não podemos desprezar as grandes correntes de pensamento e ação, que demos desprezar as grandes correntes de pensamento e ação, que demos desprezar as grandes correntes de pensamento e ação, que nos rodeiam. Nossa confraternidade tem por obrigação produzir frutos. Se aos olhos da humanidade, a Maçonaria não se afirmar, na realidade, como um poder construtivo, há de ir, fatalmente, caindo no desapreço e no esquecimento, que têm extinto tantas outras instituições. Estamos na véspera do dia em que as instituições como a nossa, ou terão de desempenhar um grande papel, ou desaparecerão”.
Mais recentemente, em um Inquérito realizado entre 1500 maçons da maior evidência,74% responderam afirmativamente à necessidade de uma reformulação da Maçonaria, para que vive (vide “Boletim do Grande Oriente do Brasil, meses de março – maio de 1961, reproduzindo a revista “Die Bruderschaft”, de maio de 1960).
Ainda mais recentemente, o Ir. Doyne Inman, Grão-Mestre da Grande Loja de Wisconsin (EUA) acentuou que:
- “o patriotismo é uma qualificação essencial da Franco-Maçonaria” e esta “o suporte da autoridade legal e dos altos ideais sobre os quais a Nação foi fundada” (na revista “Haponeh-Hahofsch”, órgão oficial da Grande Loja de Israel – novembro de 1967).
Nessa mesma revista o conceito de evolução, sem ferir a ortodoxia, é reconhecido pela Grande Loja de Israel, quando afirma “temos sido duramente reclamados para um aumento de nossas atividades cívicas, numa forma digna para uma Ordem, que tem os objetivos e o futuro da Franco-Maçonaria” (editorial da mesma revista).
- Todavia, é no mundo latino que há muito a necessidade da renovação maçônica é proclamada. Os testemunhos são numerosos, tanto na Europa como na América.
Basta-nos citar na Europa a França. São palavras de Alexandre Chevalier, Grão-Mestre do Grande Oriente de França, em “Centre de Documentation”, janeiro-fevereiro de 1966:
“O Maçom vive com o seu século, constrói para o seu século e se ele não deve perder jamais de vista os Princípios Fundamentais, que são a razão de ser da Ordem, ele sabe contudo que a aplicação desses Princípio à realidade varia com o contexto histórico da época, e que os tempos novos exigem atitudes novas”.
Ainda na França, a Grande Loja Simbólica de França (note-se a Grande Loja), em sua “Declaração de Princípios”, “impõe aos Maçons o dever de ajudar o desenvolvimento progressivo da humanidade, pelo estudo teórico de todos os grandes problemas sociais e morais”.
Na América Latina são numerosas as manifestações em prol da Renovação, mesmo ousadas, como os “Princípios Gerais para a estruturação da Maçonaria Universal”, de 1947, no Uruguai, aprovados por unanimidade pelas 51 Potências Maçônicas presentes, preconizando a intervenção da Ordem da vida pública, sem dependência de qualquer Partido político, porque “é dever da Ordem assegurar a paz, a justiça e a fraternidade entre os homens, sem diferenciação de raça ou nacionalidade”, e a “Proclamação da confederação Interamericana da Maçonaria Simbólica”, do México, 1954, ratificando, com ênfase, a Declaração de Montevidéu.
 III – A Renovação Maçônica No Brasil.
No Brasil, a Renovação Maçônica vem também de longe. De há muito, em vários Orientes, Irmãos nossos salientaram a necessidade da atualização da Ordem, sem prejuízo do resguardo de seus fundamentos essenciais. Isso ocorria, não só no Grande Oriente do Brasil como nas Potências brasileiras fora dele. (Registre-se a magnífica “Declaração de Princípios” do Grande Oriente (independente) do Rio Grande do Sul, de 1945. E entre as Grandes Lojas estaduais, sobretudo a 5ª, a 8ª e a 11ª Mesas-Redondas e agora (1979), a Convenção realizada no Hotel Glória, no Rio de Janeiro.)
É o imperativo na “vocação nacional”.
Efetivamente. Foram exclusivamente as atividades cívicas e de alto significado político-social, desde a Independência em 1822 até hoje (exercidas a deslado dos cânones neutralistas), que deram o brilho, a honra e a grandeza do Grande Oriente do Brasil, com o aplauso da Nação Soberana.
Mesmo antes da Independência, a consciência dos Maçons do Brasil, os conduzia inelutavelmente ao supremo trabalho em prol da Liberdade e da Justiça Social, às custas, muitas vezes, do sacrifício máximo, como Tiradentes e os republicanos de Pernambuco de 1817, o que ocorreu também gloriosamente em outras terras latinas, tanto na Europa como na América.
O Grande Oriente do Brasil sempre inobservou o neutralismo de Anderson: a Independência, a Revolução de 1824, a Abdicação do Imperador, a República de Piratinim, a firmeza do Brasil na Questão Christie, a Questão dos Bispos, a Libertação dos Escravos, a Proclamação da República, a Constituição de 1891, a separação da Igreja e do Estado, a unidade do Direito Processual, a implantação da Justiça do Trabalho, a Assistência Social, o Voto Secreto, o Divórcio... tudo isso (e muito mais) recebeu da ação maçônica um precioso auxílio, por vezes decisório. Ainda: Congressos Maçônicos, Seminários, Mensagens, Manifestos, Inquéritos e Convenções (sobretudo o Inquérito Nacional sobre a conjuntura brasileira de 1963 e a Grande Convenção de 1965) foram veementes manifestações de inconformismo do Grande Oriente do Brasil com o marasmo do tradicionalismo maçônico.
 IV – A Reimplantação do Rito Brasileiro
Permitam-me os Irmãos que, a seguir, faça algumas referências, pedido-lhes escusas, por serem quase todas de natureza pessoal. É que em minha longa vida maçônica fui veículo, muitas vezes, da coercitiva imposição histórica da Renovação.
 1. Em 1953, há mais de 25 anos, no teatro João Caetano, quando da posse pública do Almirante Benjamin Sodré, como Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil, fui o Autor de uma Proclamação Pró-Unificação Maçônica, produzida em nome do Grande Oriente Unido e de seu Grão-Mestre o Ir\ Leonel José Soares, e belamente secundada pelo Ir.'. Euclides de Figueiredo Sampaio, Grão-Mestre da Grande Loja do Rio de Janeiro. Convém lembrar os itens VI e VII da Proclamação:
“VI – a Ordem Maçônica no Brasil, ora dividida e enfraquecida, precisa unir-se, como outrora, para influir, como lhe cabe na solução dos problemas nacionais e humanos da hora presente;”
“VII – a unidade da Ordem no Brasil será saudada como o alvorecer de seu renascimento, fortuna e glória.”
 2. Quando comuniquei, como Grão-Mestre do Grande Oriente Unido, em novembro de 1956, ao Grão-Mestre Geral do Grande Oriente do Brasil (Ir.'. Cyro Werneck de Souza e Silva), que retornávamos ao Lavradio e o Grande Oriente Unido se unificava com a Veneranda Potência, levando-lhe 51 Lojas, dizia em Manifesto:
“Cremos, firmemente, que, em pouco, a Maçonaria, selecionada no recrutamento de seus aprendizes, depurada dos egoístas e fariseus, renovada em seus métodos e objetivos, unida na solidariedade de seus irmãos, vivificada no exemplário de sua Doutrina, há de reconstituir-se no Brasil e no mundo em magnífica força operativa, presente à solução dos problemas da Pátria e da Humanidade, não faltando à sua destinação suprema, nesta época de uma civilização em mudança. Todos fomos lançados na história da vida, e nela devemos intervir”.
 3. Em agosto de 1960, em alocução que foi lida pelo Ir.'. Moacyr Dinamarco, em São Paulo, na posse do Ir.'. Aurélio de Souza, como Grão-Mestre Estadual, alertava:
“A fase crítica, que atravessam o Brasil e o mundo, exige da Maçonaria uma atuação social, externa, de sumo vigor. Não coletivamente, como Instituição, mas individualmente os Obreiros, como células fecundantes no organismo da comunidade.
Jamais nenhuma geração de maçons teve sobre seus ombros responsabilidade maior do que a atual. Temos que manter a Tradição, mas sem prejuízo da Evolução. Temos que rever as nossas obrigações e a nossa atitude, à vista da época espantosa em que vivemos, assinalada pela tremenda contradição contemporânea. De um lado o vertiginoso progresso material: projéteis teleguiados, aviões supersônicos, cérebro eletromecânico, energia atômica; de outro lado, o mais violento desnível econômico e a mais vergonhosa descensão dos valores e virtudes morais, estabelecendo-se por toda parte o primado antimaçônico da matéria sobre o espírito. Temos que intervir, para sobreviver”.
 4. Em agosto de 1961, na renovação do mandato do Ir. Aurélio, em São Paulo, ponderava:
“Assumistes, Em.'. Ir.'. Aurélio, o Supremo Malhete Estadual numa época difícil para a Instituição. Porque a Maçonaria não pode mais permanecer estática e inerme, à margem do grande rio da Vida. Ela há que operar uma reformulação, em sua atividade, mantendo a imanência substantiva de sua doutrina, mas atualizando o que é nela adjetivo e contingente.
Não renovemos a Maçonaria pelo temor, mas não tenhamos termos de a renovar. Se o não fizermos, a Maçonaria será superada pela fase tumultuária deste Ciclo histórico em que vivemos”.
 5. Em junho de 1962, o imperativo da Renovação, que crescia no Brasil, impôs-se com força a vigor entre os Irmãos paranaense. O Ir.'. Otavio Blatter Pinho apresentou ao Congresso de Maringá a tese: “Atualização e Reforma de Base da Maçonaria”, aprovada por unanimidade:
“Que fazer então? Evoluir, conceitualmente, dessa já avelhantada fase especulativa. Em outras palavras: acordar a Maçonaria. Que ela saia dessa posição cômoda e quase inútil de instituição Espéculo-Estática e adquira uma posição Normo-Dinâmica. Essa, sim, a única solução de base para o estiolamento da Ordem. Que deixe ela como fase passada o investigar as cousas como foram e entre no futuro, fixando as cousas como devem ser”.
 6. Em dezembro de 1963, em meio a uma grande crise político-institucional em nossa Pátria, lancei, como Grão-Mestre Geral, na “Mensagem aos Obreiros da Jurisdição”, um rumo e um apelo:
“Só há uma forma de vencer a crise e dominá-la: é a unificação dos esforços, díspares mas sinérgicos, sob a égide do Grande Oriente, restabelecendo-se o indispensável diálogo democrático entre as classes interessadas, proscrito qualquer recurso à força e à subversão.
Mudar, para melhorar, dentro da Lei.
No Brasil, só o Grande Oriente, que é a maior instituição civil do País, com um século e meio de gloriosas tradições, pode ser o homocentro natural da Evolução, posto na vanguarda do momento histórico, confluindo para ele todos quantos desejam um Brasil próspero, liberto e feliz. Já Anderson, em 1723, em Londres, antecipava ser a Maçonaria, “um centro de união”.
Na atual conjuntura, o Grande Oriente exige de seus membros uma fidelidade ativa aos ideais da Instituição”.
7. Em setembro de 1964, no Seminário de Estudos Maçônicos, na 9ª aula, disse aos Irmãos:
“Temos que manter na Maçonaria o que é tradicional e imutável, isto é, aquilo que constitui a parte substantiva e estática: é o resguardo dos valores imperecíveis. Mas não podemos ser misoneistas: conservadores, sim, mesmo ortodoxos, daquilo que configura a essência da instituição. E liberais, amplamente liberais, em sua parte adjetiva e dinâmica, para que a Instituição nunca perca a sua destinação de órgão propulsor do progresso social: nisso estamos fiéis ao espírito da latinidade. Em verdade, a genuína ação maçônica deve transcender os limites do espaço e do tempo e se estender a toda a História.
Maçonaria puramente estática é Maçonaria amputada. Direi melhor: é Maçonaria decapitada. Porque em toda a parte cabe à Maçonaria o papel de dirigir, reger e comandar”.
 8. Em maio de 1967, na 20ª aula do Seminário, concitava, mais uma vez, à renovação da Ordem. Exortei os Irmãos a que deveríamos ver a Maçonaria da mesma altitude em que se colocara o Papa Paulo VI, quando se referiu ao Cristianismo: “... é como uma árvore sempre em primavera, com novas flores e frutos, uma fonte inexaurível de vitalidade e beleza”. E acrescentei:
“O lema do Grande Oriente (Novae Sed Antiquae) impõe se concilie a Tradição com a Evolução. A Tradição diz respeito à Doutrina, enquanto a Evolução constitui a ação da Ordem no seio da comunidade. A Tradição está contida nos landmarques, na Iniciação, no Cerimonial, na Liturgia e nos Símbolos, - o que constitui um depósito intocável. Mas a Maçonaria não pode ser hierática, estática ou paralisada. A Maçonaria apenas contemplativa seria uma superfetação ou uma superfluidade: não caberia normalmente no espírito do século. Ela há de ser também militante e dinâmica”.
 Tudo isso, porém, que foi dito acima, todo o empenho de fazer a Maçonaria o sujeito e não o objeto da História, toda a ânsia de crescer e de subir, toda a porfia em intervir no momento isso só podia caber com autenticidade num Rito que, mantendo a substância veneranda da Doutrina, impusesse a formação da Cultura ao lado da prática do Civismo em suas Lojas de Irmãos, para uma crescente dignificação da vida pública e social, em cada Pátria.
Por isso, em 1968, em março, foi reimplantado o Rito Brasileiro, para servir a esses nobres ideais.

Álvaro Palmeira
Grande Instrutor do Rito Brasileiro

Grão-Mestre Geral Honorário do Grande Oriente do Brasil

SUPERIOR CONSELHO DE CULTURA E ORIENTAÇÃO
Agosto de 1979 E.'. V.'.