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quinta-feira, 28 de junho de 2018

SAFL - UM DIA INTENSO DE ATIVIDADES.

No sábado dia 23 de Junho do corrente o Sapientíssimo Presidente da Soberana Federal Legislativa irmão Ricardo Maciel Monteiro de Carvalho, declarou aberta a nossa reunião.
Todos os presentes deputados registraram a sua presença através do sistema da SAFL, onde de mameira muito rápida foi feito a confirmação da mesma.
Como sempre tivemos uma boa presença de deputados federais onde foram realizados muitos debates e ao término da reunião as 17 horas a pauta foi cumprida em 100% onde tivemos aprovação de  mais de 90% da pauta prevista.
Parabenizamos o Sapientíssimo presidente e a mesa diretora pela forma como foi conduzida a nossa reunião.
Agora com a aprovação da votação de forma eletrônica com certeza teremos grandes avanços nas próximas reuniões é a SAFL conciliando a tradição com a evolução.
Recomendo aos irmãos prestigiarem os trabalhos da SAFL, onde os nossos deputados federais estão trabalhando ativamente em prol do GOB e dos irmãos GOBianos, apresentando projetos e votando nesse sentido.
Do Rio Grande do Sul, registramos a presença dos seguintes irmãos: Juiz do TJM Poderoso irmão João Henrique Pacheco Cardoso, Deputado irmão Estadual Ernesto Lecey* e Venerável Mestre irmão Marcio Silva* ambos da ARLS Sentinela do Piratini 4271. Deputados Federais Gaúchos presentes Evandro Lecey, Luiz Pinto, Moacir Rocha e Adão Airton 
Texto e imagens Evandro Lecey

SALVE VENERÁVEL MESTRE ADRIANO LOPES PARISE.

ARLS HERÁCLITO VICTÓRIA Nº 3168 

ORIENTE DE CAXIAS DO SUL

Na noite de 27 de junho de 2018, no Oriente de Caxias do Sul, a A.R.L.S. Heráclito Victória Nº 3168 abriu seus trabalhos em Sessão Magna de Instalação de Venerável Mestre para a Gestão 2018/2019 e posse das Luzes e Dignidades para o período que segue.


O Venerável Mestre André  Dalathéa abriu os trabalhos da Sessão Magna de Instalação de Venerável Mestre, e então deu entrada à comissão instaladora composta pelos Irmãos Presidente da Comissão Eduardo Rocha, 1º Vigilante Instalador Sandro da Cruz e 2º Vigilante Instalador Gilnei Clemente Zinda, todos Ex Veneráveis Mestres da Oficina e natos do Rito Brasileiro, auxiliados pelos Veneráveis Mestres das Lojas do GOBRS e Mestres Instalados presentes.


Nesta memorável noite, foi Instalado no Trono de Salomão, o novo Venerável Mestre da  A.R.L.S. Heráclito Victória Nº 3168, Irmão Adriano Lopes Parise.

Estavam presentes 92 Irmãos das AA. RR. LL. SS. Monteiro Lobato Nº 4308, Cavaleiros de Cristo Nº 3832 , Saint Germain Nº 3208 , Fraternidade Templária Nº 4394 , Nova Esperança Nº 2946 , Manoel Soares Leães Nº 3588 , Fraternidade IIIª (GORGS), Fraternidade Vª (GORGS), Fraternidade VIIIª (GORGS), Alquimia (GORGS), Os Templários II (GLMERGS), Lafayete Teixeira França nº 56 (Or. São Simão/GO)  e Centenary Chapel (UGLE).


Foi concedido o título de Membro Honorário de sua gestão, dado ao nosso Irmão Juarez Antônio Madalosso (A.R.L.S. Nova Esperança 2946), pai do nosso Irmão do Quadro Marco Aurélio Madalosso, que teve a honra de proceder com a entrega do diploma e pin da Loja.

Durante a sessão magna, o Venerável ora instalado, deu posse às suas Luzes e Dignidades, os Irmãos Daniel Sozo (1º Vigilante), Ismael F. De Nardi (2º Vigilante), Giuliano B. Zaniol (Orador), Marco A. Peter (Secretário), Robson Marin dos Santos (Tesoureiro) e Matheus Cipriani Machado (Chanceler).

Após essa noite de grande brilhantismo, todos os Irmãos puderam congraçar fraternalmente em um ágape especialemente preparado pelo Mestre de banquetes José Rocha Gil e auxiliado pelos irmãos Lasier Gorziza de Souza e Tiago Bonadiman.


Fotos/ Matéria: A.R.L.S. Heráclito Victória Nº 3168

SAFL, TARDE DE DEBATES, ESTUDOS.

NOITE COM O TRADICIONAL KIBE LOUCO EM BRASÍLIA. 
A sexta-feira dia 22.06.18  foi um dia corrido na capital federal, nesta ocasião alguns deputados federais aproveitam o final de tarde para se reunirem e debaterem os temas que seriam abordados na reunião de sábado com o intuito de dirimir duvidas bem como apresentarem sugestões. 
Tivemos a participação de irmãos dos estados de São Paulo, Rio De Janeiro, Goiás, Piauí, Acre, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, parabenizamos os irmãos organizadores pela forma que foram debatidos os temas, sempre no total espirito democrático e em prol do nosso Grande Oriente do Brasil.
Esta primeira edição com certeza será um marco para as próximas, desta forma os poderosos deputados puderam tirar toda e qualquer duvida existente.
A noite como já é tradição tivemos o famoso Kibe Louco, realizada na cobertura do hotel San Marcos, onde a alegria reinava bem como a harmonia entre todos os irmãos presentes.
Parabéns para o nosso irmão Yassin (Sultão) por se dispor e congregar a todos, nesta edição tivemos também já as camisetas que foram confeccionadas para marcar a edição. 
Como é bom e agradável os irmãos estarem em união.
 
Texto e imagens Evandro Lecey

COMITIVA DO RIO GRANDE DO SUL, PRESTIGIA O ARRAIÁ DO GODF, DIVERSÃO E ALEGRIA.

Tradicionalmente o Grande Oriente do Distrito Federal, que tem como Eminente Grão Mestre o irmão Lucas Galdeano, realiza a sua Festa junina, nas noites que antecedem o dia de São João, nosso padroeiro. 
Desta vez participaram da festa junina os irmãos Evandro Lecey, Ernesto Lecey, João Henrique Cardoso, todos maçons jurisdicionados ao Grande Oriente do Brasil Rio Grande do Sul, e a cunhada Eva Lecey.
Realmente a festa deste ano superou a festa do ano de 2017, com muita animação,  a família maçônica e a comunidade do Distrito Federal em perfeita sintonia. 
Destacamos a barraca da loja Bento Gonçalves, onde era possível encontrar artigos típicos da culinária Gaucha, local onde se encontrava o nosso irmão Johaben Camargo. Esta loja tradicionalmente realiza uma sessão em homenagem a revolução farroupilha no nosso 20 de setembro.
O arraiá do GODF  valoriza a cultura e desperta o verdadeiro espirito de fraternidade entre os maçons e comunidade.
Com elementos multiculturais, o arraiá do GODF fez com que a unidade na diversidade fosse preponderante na união de distintas lojas e entidades paramaçônicas, que se dispuseram a trabalhar nas barracas em prol da comunidade e da família maçônica com o objetivo de arrecadar fundos para serem destinados a ações sociais.
Para esta quinta edição foram montadas 20 barracas, decoradas com bandeirinhas, papel colorido, balões  e palha de coqueiro.
Barracas de pescaria e a musica ao som da banda "Originais do Forro".
Primando pelas tradições e reverenciando os bons costumes, o GODF consagrou, no quinto arraiá, o importante papel da integração maçônica com a comunidade, valorizando a cultura e despertando o verdadeiro espirito fraternal.
Texto Evandro Lecey, copilado do site do GODF
Imagens Evandro Lecey  e site GODF com créditos para Ivanete Matos de Macedo.

SEXTA-FEIRA FOI DIA DE ALMOÇO E CONFRATERNIZAÇÃO ENTRE A FAMÍLIA MAÇÔNICA GOBIANA.

Na sexta-feira ao meio dia tivemos o tradicional almoço nas dependências do Grande Oriente do Brasil, ocasião em que muitos conheceram a nova  área de confraternizações.
Tendo em vista que estava acontecendo a Suprema Congregação os Grão Mestres Estaduais presentes aproveitaram o momento para trocar conversas, com os deputados e convidados que lá se encontravam.
Após o almoço foi realizado um passeio pelas dependências do GOB.
Também tivemos o congraçamento dos irmãos do Rio Grande do Sul com os irmãos do Paraná, onde foram marcadas futuras atividades.
Texto e imagens Evandro Lecey

quarta-feira, 27 de junho de 2018

KATIPUNAN: MAÇONARIA E A REVOLUÇÃO FILIPINA.

Os pilares filosóficos e progressistas da maçonaria, fizeram com que durante os séculos, esta se aproximasse por demais dos grandes movimentos sociais, que alteraram os rumos da história. Se essa aproximação, por vezes, não acontecia pela instituição em si, acontecia na forma da preparação dos seus atores, oriundos desta ordem.
Em diversos processos de independências, de diferentes países, maçons de diferentes grupos, contribuíram em maior ou menos grau para a realização do processo, da forma mais acertada o possível. Algumas vezes havia disputas entre os irmãos sobre o modo de operação ao qual o processo deveria ocorre (vide o caso brasileiro, na disputa entre os grupos de Bonifácio e de Gonçalves Ledo). Essas contendas entretanto, serviram mais para balizar o caráter plural e progressista da ordem, do que para mostrar uma falha entre seus membros.
É certo que poucas vezes a instituição maçônica sobre se desdobrar de uma maneira tão complexa e articulada, como a que ocorreu na última década do século XIX, nas Filipinas. Na época, esse país se encontrava em um processo de assentamento de uma cultura e identidade nacional, assim como viva sobre ação de diversos grupos reformista que buscavam melhores condições nas relações coloniais com a Espanha, país colonizador das ilhas.
Alguns anos antes, as autoridades espanholas observavam com receio, um movimento iniciado por um jovem, chamado José Protasio Rizal Mercado y Alonso Realonda. Formado em medicina na Espanha, José Rizal trabalhava exaustivamente nas Filipinas, não apenas no exercício de sua profissão de salvar vidas, mas também como um missionário a frente da difícil tarefa de formar uma identidade para o povo Filipino.
Antes da chegada dos espanhóis, as Filipinas nada mais eram do que um aglomerado de mais de 7000 ilhas, divididas em diversos reinos e povos. A união sob uma única bandeira era artificial, criada pelo dominador europeu. Nem mesmo a língua se fazia como um elo comum, pois o espanhol era pouco falado entre os populares, que se utilizavam de diversos dialetos existentes nas diversas ilhas. Dentro do regime colonial não havia o indivíduo “filipino”, apenas o “índio”, cidadão de segunda categoria.
As práticas coloniais eram de constante degradação para com o “índio”. Dentre as leis publicadas nos códigos das ilhas, haviam aquelas que obrigavam ao “índio” a retirar o seu chapéu toda a vez que cruzasse com um espanhol na rua. Da mesma maneira, era terminantemente proibido ao “índio”, se sentar na mesma mesa que um europeu, ainda que seja dentro de sua propriedade. No mais, todos os nomes e sobrenomes precisavam ser escolhidos dentro de uma códex elaborado pelo governador, não sendo de livre escolha do indivíduo.
Rizal procurou criar, através de obras artísticas, comícios, jornais, criação de centros sociais e culturais, o senso de coletividade entre todos as pessoas, de modo a acabar com a ideia de inferioridade então existente. Sob as palavras de Rizal, os populares deixavam de ser “índios” e passavam a ser “filipinos”.
Tal o poder de suas palavras, que em 1892, ao fundar uma associação chamada “A Liga Filipina”, o governador geral das ilhas, ordenou que o mesmo fosse exilado imediatamente. Tal busca de Rizal era reflexo do conhecimento por ele recebido no seio da família maçônica. Sim, Rizal foi maçom, iniciado na Loja La Solidariedad, em Madri, em 1890.
A maçonaria como instituição, chegou as ilhas filipinas em 1856, com a fundação da Loja La Primera Luz Filipina, filiada ao Grande Oriente Lusitano. Com o passar dos anos, novas lojas foram criadas, dentre as principais Balagtas nr 149, Taliba nr 165, Pilar nr 203 e Bagong Buhay nr 291. Essas porém optaram por se filiar ao Grande Oriente Espanhol.
Anos ainda haveriam de se passar, antes que fosse fundado um Grande Oriente nas Filipinas. De qualquer maneira, a escolha pelo Grande Oriente Espanhol ao invés do Lusitano, se devia principalmente à questões tanto do sistema colonial, quanto ao fato de a presença de maçons filipinos na Espanha era comum, inclusive haviam lojas exclusivas de filipinos, sendo as principais as lojas Revolucion, em Barcelona, e La Solidaridad, em Madri.
A expulsão de Rizal ocorreu então no dia 7 de julho de 1892. Naquela mesma noite, alguns homens, entre eles Andres Bonifacio, Valentim Diaz, Teodoro Plata e Ladislao Diwa, se reuniram em uma casa na avenida Claro M Recto, para dar início a uma audaciosa organização, que tinha por objetivo livrar as ilhas do laço colonial. Essa associação recebeu o nome de Kataastaasan Kagalang-galang na Katipunan nang manga Anak nang Bayan, que significava Suprema e Venerável Associação dos Filhos do Povo, mais comumente chamada de Katipunan, que significava simplesmente Associação. Todos os homens reunidos na fundação do Katipunan possuiam uma coisa em comum: todos eram maçons, pertencentes as lojas existentes nas Filipinas, principalmente a Taliba.
Na Espanha, muitos maçons de origem filipina, já haviam sido acusados de tramar contra a coroa, principalmente os pertencentes a Loja Revolução – fato negado a exaustão pelos irmãos desa oficina. De qualquer maneira, o governo desconfiado obrigou o fechamento da loja alguns anos após sua fundação.
Assim, para que os planos pudessem ser elaborados sem o risco de interferência pelo governo, os fundadores optaram por manter a estrutura maçônica oculta dentro do Katipunan, dividindo os associados em 3 graus, que se reuniriam em grupos, subordinados a um órgão chamado Supremo Conselho do Katipunan, ou Kataastaasang Sanggunian.
O ingresso de novos membros ao Katipunan ocorria por indicação de um dos associados. Após sindicância, o iniciado passava por um ritual, baseado nos ritos de iniciação maçônicos. Estando ao final apto, este então recebia o primeiro grau da associação, chamado Katipon. Os associados a esse grau utilizavam um capuz negro nas reuniões, com um triângulo branco que trazia as letras Z. Ll. B.. O Katipunan se utilizava de um alfabeto próprio, criado para impedir que estranhos tivessem acesso aos documentos do Katipunan. Assim, tais letras convertidas para o Alfabeto latino eram iguais a A ng. B, que eram a sigra de Anak ng Bayan, ou Filho do Povo, que era por sua vez a palavra passe desse grau.
Ao ser admitido no segundo grau do Katipunan, o associado recebia o título de Kawal, ou soldado, passando então a utilizar um capuz verde, que trazia um triângulo de linhas brancas, com as letras Z, Ll. B. Em cada um dos vértices. O Kawal também portava uma fita no pescoço, com uma medalha, que trazia encrustado a letra K, no antigo alfabeto tagalog, posto à frente de uma espada cruzada com uma bandeira. A palavra passe desse grau era Gom-Bur-Za, que era uma abreviação para Gomez, Burgos e Zamora, homens que haviam sido executados anos antes pela coroa espanhola, ao lutar nos primeiros movimentos pela independência.
Escrito no oriente do Rio de Janeiro, aos 30 dias do mês de Janeiro do ano de 2011 por Tales de Azevedo
Copilado do site : http://www.artefilipina.com/2011/06/katipunam-maconaria-e-revolucao.html
Sobre o autor: Tales de Azevedo é praticante de Arnis/Kali. Formado em História, é autor do livro Filipinas: História e Artes Marciais, disponível no Clube dos Autores. Esse texto se encontra registrado no SafeCreative sob o código 1106029357091. Você pode distribuir esse texto livremente, desde que os créditos sejam mantidos e exista um link para esta página.