Ao término da 55ª Assembleia Geral Ordinária da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil (CMSB), a Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo (GLESP) anunciou oficialmente a sua saída da confederação. Diante disso, muitos se perguntam: o que essa decisão simboliza, oficialmente, para a Maçonaria brasileira e universal?
A resposta mais direta é: na prática, nada.
Para entender o porquê, precisamos olhar para como a estrutura maçônica funciona:
Toda e qualquer Grande Loja que integra a CMSB é totalmente soberana e independente. Estar associada ou não a confederações é uma escolha administrativa, não uma obrigação dogmática.
Organizações como a CMSB ou a Confederação Maçônica Interamericana (CMI) funcionam como corpos associativos e de cooperação. Elas não possuem poder de determinação, ingerência ou comando sobre as decisões internas de suas confederadas.
Portanto, a saída da GLESP não altera os rumos das relações institucionais e associativas entre as potências, não afeta em nada a regularidade, os trabalhos internos ou a legitimidade da Grande Loja perante a Maçonaria universal.
A GLESP foi fundada em 1927 e é uma das Grandes Lojas pioneiras do país. O vínculo com o corpo confederativo é tão antigo que a própria CMSB foi oficialmente fundada e instalada na cidade de São Paulo, em 27 de julho de 1966.
Desde a fundação da confederação na década de 1960, a GLESP sempre se manteve como uma das colunas mais fortes e influentes da CMSB, participando ativamente de todas as assembleias, comissões de reconhecimento e decisões administrativas.
Este é, sem dúvida, um novo capítulo na história da nossa Ordem. Vamos aguardar os próximos passos e ver o que o futuro reserva para essa nova dinâmica institucional.
E você, o que pensa sobre essa mudança? Deixe sua opinião aqui nos comentários!
Texto Evandro Lecey
Imagem gerada por IA
























