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quinta-feira, 2 de julho de 2026

A MAÇONARIA E OS 202 ANOS DA CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR

 

A relação entre a Confederação do Equador (1824) e a Maçonaria é profunda, umbilical e fundamental para entender o movimento. A revolta não foi apenas influenciada pelos ideais maçônicos, mas foi ativamente planejada, liderada e executada por membros da Ordem.  Para compreender essa ligação, precisamos voltar ao contexto do Primeiro Reinado e à divisão da própria Maçonaria na época.  O Racha Maçônico no Brasil Logo após a Independência em 1822, a Maçonaria brasileira dividiu-se ideologicamente em duas grandes correntes:  Maçonaria "Azul" (Conservadora/Inglesa): Liderada por José Bonifácio, defendia uma Monarquia Constitucional Forte. Foi a linha que inicialmente blindou Dom Pedro I.  Maçonaria "Vermelha" (Republicana/Francesa): Liderada por Gonçalves Ledo, possuía forte apelo republicano, democrático e federalista. 

Quando Dom Pedro I outorgou a autoritária Constituição de 1824 e criou o Poder Moderador, ele traiu os ideais de liberdade professados pela ala republicana da Maçonaria. O Nordeste, especialmente Pernambuco, que já tinha uma forte tradição revolucionária (como a Revolução Pernambucana de 1817), explodiu em revolta. Os Líderes da Confederação eram Maçons. Os grandes nomes à frente da Confederação do Equador e da agitação intelectual que a precedeu batiam perfeitamente com os registros das Lojas Maçônicas da região:  Frei Caneca (Joaquim do Amor Divino Rabelo): O líder mais famoso do movimento, apesar de ser um frade carmelita, era um maçom fervoroso. Ele foi iniciado na Loja Maçônica Academia de Suassuna e filiado à Academia do Paraíso. 

Ele usava o jornalismo para atacar o absolutismo e em seus textos defendia que a política deveria seguir a "régua e o compasso da geometria" (uma clara metáfora maçônica).  Cipriano Barata: Um dos maiores jornalistas e revolucionários da história do Brasil, apelidado de "Sentinela da Liberdade", também era membro ativo da Ordem.  Manuel de Carvalho Paes de Andrade: O presidente proclamado da Confederação do Equador também integrava as fileiras maçônicas e era defensor do modelo federativo norte-americano.  As Lojas como Centros de Conspiração naquela época, as Lojas Maçônicas e sociedades secretas (como o Areópago de Itambé) funcionavam como os únicos espaços seguros onde a elite intelectual podia debater iluminismo, republicanismo e liberdade sem a censura da Coroa.  A própria proposta da Confederação do Equador — criar uma república federalista que unisse províncias do Nordeste (Pernambuco, Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte) — espelhava o desejo maçônico de autonomia regional e descentralização do poder político que estava concentrado no Rio de Janeiro.  

O movimento foi violentamente sufocado pelas tropas de Dom Pedro I. O julgamento e fuzilamento de Frei Caneca em 1825 tornaram-no um mártir tanto para a história do Brasil quanto para a tradição maçônica, que até hoje o homenageia como um símbolo máximo da luta contra a tirania.  

Texto base internet adaptação Evandro Lecey

Imagens Internet.

SEJA MUITO BEM VINDO IRMÃO JAIME A NOSSA OFICINA

A Loja Guardiões da Arca 4348, esta em júbilo com a filiação do nosso Irmão Jaime Zell de Souza, a qual ocorreu na noite de 1º de julho, tendo como padrinho na nossa Oficina, o Irmão Roger Racic.  A Sessão foi presidida pelo Venerável Mestre Frederico Felix e contou com as presenças dos Mestres Instalados  João Arlei Pimenta e Sérgio Iankowski membros da Loja Adayr Figueiredo nº 81 da GLMERGS.

Imagens de Juciandro de Oliveira e texto de Eduardo Lecey.

02 de Julho celebramos os 99 anos de fundação da maior potência simbólica do Brasil.

 

No dia 2 de julho de 1927, um grupo de maçons idealistas e convictos plantava a semente de uma das instituições mais sólidas e respeitadas do país. Hoje, celebramos com muito orgulho e júbilo os 99 anos de fundação da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo (GLESP).

Daquela reunião da Loja AMIZADE, nasceu a vontade dos Irmãos da Autonomia e de uma nova LUZ. Os primeiros passos feitos com muito amor, dedicação e zelo, da era dos REIS até os dias atuais. 
Prestes a completar o seu centenário, a GLESP consolida-se não apenas como uma guardiã dos antigos mistérios e da filosofia maçônica, mas como uma força viva que transforma a sociedade paulista, brasileira e universal por meio do aperfeiçoamento moral de seus membros e de suas incansáveis ações de filantropia e cidadania.


Quando olhamos para os números e para a capilaridade da Maçonaria em nosso país, a relevância da GLESP com os seus 24.000 obreiros, se destaca de forma única, sendo esta a maior potência simbólica autonoma e soberana do Brasil. Gerenciar centenas de Lojas e dezenas de milhares de irmãos dentro de um único estado — e com a complexidade econômica e cultural de São Paulo — é um feito que exige uma liderança exemplar, uma organização administrativa impecável e, acima de tudo, um profundo alinhamento aos princípios de Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

Uma trajetória de quase um século não se constrói sem homens de valor dispostos a doar seu tempo e sabedoria. Por isso, neste aniversário de 99 anos, estendemos as nossas mais sinceras felicitações ao Sereníssimo Grão-Mestre Jorge Anysio Haddad
e a toda a sua Alta Administração. Conduzir os destinos desta potência em tempos de tanta transformação global é uma missão que exige sabedoria salomônica e pulso firme, qualidades demonstradas diariamente na atual gestão. 
Os parabéns de hoje estende-se também a cada Venerável Mestre, a cada Oficial e a cada Irmão que  mantém as luzes dos templos acesas e os cinzeis afiados para desbastar a pedra bruta.



Viva a GLESP! Parabéns pelos seus 99 anos de história!

Texto base internet, adaptação Evandro Lecey